Síndico morador ou profissional, gestão precisa ser transparente e equilibrada..

“O síndico deve ser um negociador. Ele precisa ouvir todas as opiniões e chamar os demais moradores para participar da gestão a fim de evitar desentendimentos”, afirma Avio Lavagetti, 80, administrador aposentado e síndico há cinco anos do prédio onde mora, no Morumbi, zona oeste de São Paulo.

A escolha da administradora que irá auxiliar o gestor também precisa ser criteriosa. “Se a administradora não tem serviço ágil e transparente, a gestão fica comprometida”, diz Eduardo Zangari, diretor de relações institucionais da AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios).

De acordo com Zangari, a troca de síndico dificilmente revoluciona a administração do prédio. “O orçamento é muito limitado e, a menos que a antiga gestão tenha sido muito mal feita, poucas mudanças serão observadas. Não tem milagre que o síndico possa fazer.” As melhorias são mais visíveis na qualidade dos serviços e na manutenção do edifício do que no orçamento, afirma Zangari.

A busca pelo enxugamento dos custos pode até apresentar riscos: “Alguns cortes, principalmente em manutenção, são perigosos e podem gerar ainda mais gastos”, alerta Rodrigo Karpat, advogado especialista em direito condominial e imobiliário.

PRÉDIOS ADOTAM PRÁTICAS DE GESTÃO EMPRESARIAL

A necessidade de profissionalização da gestão de condomínios levou algumas empresas a oferecer o serviço de governança condominial, que adapta conceitos e práticas que já são usados na administração de grandes empresas.

O serviço inclui auditoria de compras e contratos, controle de inadimplência, fiscalização das contas de água e luz para checar se não há vazamentos e acompanhamento da atuação do síndico.

“Para prédios maiores, a implantação de um sistema de governança ajuda a aprimorar a gestão”, afirma Eduardo Zangari, diretor de relações institucionais da AABIC.

“É uma espécie de boas práticas anticorrupção que prega o respeito à administração e à ética nas relações condominiais”, diz Talita Zanelato, da Conlive, empresa que oferece o serviço, em São Paulo.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

Publicado  | Por Redação do Viva o Condomínio

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