Financiamento de imóveis deve ser pesquisado a fundo para não ir do sonho ao pesadelo…

Costa esclarece que o financiamento direto com a construtora costuma representar juros mais altos. Porém, há a vantagem de não ter de lidar com a habitual burocracia do setor bancário. A construtora faz uma análise de crédito e aponta qual o melhor parcelamento. “Normalmente esse tipo de financiamento é feito em menor parcelas, o que também depende da renda da pessoa. Alguns construtoras tem flexibilidade maior no pagamento de parcelas trimestrais ou até semestrais.”

VARIÁVEIS DE COMPRA Diretor da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI) Secovi-MG, Pedro Augusto Rezende diz que compensa financiar porque, independentemente da crise, comparado a outros meios, as taxas de juros são mais atrativas. Oitenta por cento das vendas da imobiliária em que ele atua são por meio de financiamento. Rezende orienta levar em conta duas variáveis antes de fechar negócio: a possibilidade de compra e a regularização do imóvel. Na primeira delas, o comprador deve ter em mente o quanto o financiamento impactará na sua renda e exigir do ente financiador um extrato de todas as parcelas – previsão até o término do contrato. Critérios como perfil, idade, existência de outros imóveis em seu nome, recolhimento de FGTS há mais de 3 anos e o relacionamento com o banco em que é correntista podem facilitar o processo.

Já a variável imóvel depende de uma série de regras em torno da documentação e localização do bem. “Para adquirir o financiamento, o imóvel tem de enquadrar na tabela de cada banco (valor x localização), ter as declarações de Habite-se, IPTU, quitação de condomínio, ficando livre de qualquer ônus, comprovado pelas certidões.” Nos casos de imóveis negociados há menos de um banco, instituições bancárias ainda exigem a certidão negativa dos dois últimos vendedores. “Pela complexidade das regras bancárias de financiamento e documentação do imóvel, é imprescindível que o consumidor tenha o apoio de um corretor para acompanhar o processo.”

Rezende aponta ainda que tem crescido o número de financiamentos realizados por meio de permuta – com o uso de carro ou imóvel usado como parte do pagamento. Além da restrição de crédito, a inadimplência foi um dos fatores que levou à mudança de comportamento.

FLEXIBILIDADE TEMPORÁRIA O gerente comercial da Direcional, Junior Bosco, salienta que as negociações das construtoras estão mais flexíveis, tendência que não deverá se perdurar em função dos reajustes do custo da construção. “Estamos em um momento ótimo para realizar o sonho da casa própria. Diante dos desafios macroeconômicos vividos no cenário nacional, as empresas estão mais flexíveis a negociações, o momento é do comprador. Porém, muito em breve teremos o equilíbrio do estoque e as construtoras retomarão os lançamentos, que tendem a vir com valores reajustados.”

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